Archive for Junho, 2008

Seminário Comunicação e Sustentabilidade

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Olá Colegas;

Paciência no download… são 15 MB.

Segue link acima dos slides do Seminário de Comunicação e Sustentabilidade.

Boa leitura.

Akira, Márcia e Cidral

Add comment Junho 19, 2008

Transgênicos – Contaminação do Arroz – Bayer – EUA

Fonte: Rede Mata Atlantica

 

Produtores americanos processam Bayer pela contaminação do arroz

 

A multinacional alemã Bayer está lutando para evitar que milhares de

produtores americanos de arroz façam parte de uma maciça ação civil pública

sobre a contaminação do arroz comercial por uma variedade de arroz

transgênico da Bayer não aprovado para o consumo humano.

 

Em audiências esta semana na corte federal de St. Louis, em Missouri, nos

EUA, advogados representando os produtores de arroz americanos disseram que

cerca de 7.000 produtores de arroz do tipo “grão longo” em Missouri,

Arkansas, Louisiana, Mississipi e Texas deveriam ser autorizados a buscar

compensação por danos contra a Bayer, pela contaminação descoberta em agosto

de 2006.

 

Os agricultores sofreram enormes prejuízos, tanto com a queda repentina dos

preços do arroz, como com a perda de mercados de exportação como o Japão e a

União Européia. Muitos agricultores ficaram também impossibilitados de

plantar arroz na safra de 2007 devido à falta de sementes provocada pela

contaminação, e ainda tiveram pesados custos para eliminar o arroz

transgênico de suas áreas.

 

Cerca de 700 agricultores já protocolaram ações judiciais contra a Bayer

após a descoberta de que o arroz transgênico experimental da empresa de

alguma maneira contaminou o abastecimento alimentar. Embora os EUA não sejam

um grande produtor de arroz, o país vinha sendo um dos maiores exportadores

mundiais, enviando metade de sua produção para compradores estrangeiros.

 

Fonte:

Reuters, 23/05/2008.

 

<http://www.reuters.com/article/rbssHealthcareNews/idUSN2322513620080523>

http://www.reuters.com/article/rbssHealthcareNews/idUSN2322513620080523

Add comment Junho 19, 2008

Glossário da Sustentabilidade

Ação social 

É qualquer atividade realizada pelas empresas para atender às comunidades em suas diversas formas em áreas como assistência social, alimentação, saúde, educação, cultura, meio ambiente e desenvolvimento comunitário. Abrange desde pequenas doações a pessoas ou instituições até ações estruturadas, com uso planejado e monitorado de recursos, seja pela própria empresa, por fundações e institutos de origem empresarial, ou por indivíduos especialmente contratados para a atividade.

 

Agenda 21

Concebida durante a Rio-92 com a colaboração de 179 países, a Agenda 21 objetiva o desenvolvimento sustentável, priorizando o meio ambiente. O documento brasileiro foi elaborado com base na conservação ambiental, justiça social e crescimento econômico do país.

 

Alimentos Transgênicos 

São alimentos produzidos com organismos geneticamente modificados, normalmente com a introdução de genes de outra espécie em seu genoma. O objetivo geral do desenvolvimento de transgênicos é tornar as plantações mais resistentes a pragas e a condições ambientais adversas, como períodos de secas, além de aumentar a produtividade das lavouras. A técnica ainda gera polêmicas, pois as conseqüências que esses alimentos podem trazer ao organismo humano ainda são desconhecidas.

 

Balanço social 

Forma de tornar transparentes as atividades corporativas de uma empresa. É realizado por meio de um levantamento dos principais indicadores de desempenho econômico, social e ambiental. É também instrumento que amplia o diálogo com os stakeholders da companhia. Além disso, o balanço social funciona como uma ferramenta de auto-avaliação, já que permite à empresa uma visão geral sobre sua gestão e o alinhamento dos valores e objetivos presentes e futuros com seus resultados atuais.

 

Cap and Trade 

Sistema econômico no qual se determina uma quantidade de gás carbônico que um setor da indústria ou país pode emitir. O cap and trade permite que as companhias que reduziram suas emissões acima do necessário comercializem seus créditos de carbono.

 

Capital social 

Termo proposto pelo sociólogo francês Pierre Bordieu para complementar os conceitos de capital econômico e capital cultural, para se referir às redes de relacionamentos pessoais e sociais.

 

Car-Sharing 

Sistema adotado por empresas ou moradores de um mesmo bairro, rua ou condomínio, que consiste no compartilhamento de um veículo por várias pessoas, evitando que uma pessoa saia sozinha ao volante. O car-sharing visa reduzir o volume de carros em circulação e, consequentemente, os engarrafamentos e a poluição no ar.

 

Desenvolvimento Local Integrado e Sustentável 

Estratégia de indução do desenvolvimento que busca facilitar e potencializar a participação coletiva, promover parcerias entre as iniciativas privadas de cidadãos e programas públicos, integrando áreas dispersas e promovendo sinergias entre as diversas ações já existentes. (fonte: Desafios da sustentabilidade – Série mídia e mobilização social).

 

Desenvolvimento Sustentável 

Este conceito surgiu pela primeira vez em 1987, com o relatório Brundtland, e foi amplamente adotado no contexto da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente, Eco-92. Em termos gerais, representa o crescimento capaz de suprir as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade de atendimento às das gerações posteriores. Para isso, deve-se realizar um planejamento e reconhecer que os recursos naturais não são infinitos

 

Ecodesenvolvimento 

Conceito precursor do desenvolvimento sustentável, foi apresentado em 1973 por Maurice Strong e com princípios formulados por Ignacy Sachs. Seu objetivo era a polarização do debate que oscilava entre a defesa do desenvolvimento sem limites e uma visão catastrofista sobre os limites do crescimento. O ecodesenvolvimento buscava uma forma intermediária de desenvolvimento orientado pelo princípio de justiça social em harmonia com a natureza.

 

Ecoeficiência 

O termo foi popularizado na década de 90 por Stephan Schmidheiny, bilionário suíço dono do grupo Nueva, controlador da Amanco no Brasil, e criador do Conselho Empresarial Mundial para o Desenvolvimento Sustentável. É um conceito que tem se tornado, cada vez mais, uma filosofia de gerenciamento que prioriza a sustentabilidade. A ecoeficiência relaciona o emprego de materiais e energia de forma eficiente à redução de custos e impactos ambientais. Uma das referências mundiais da ecoeficência é a DuPont, sendo 10% de seu investimento em pesquisa — para substituir suas matérias-primas de origem fóssil por insumos de origem vegetal, considerados “limpos”. Atualmente, 10% dos produtos da empresa já não usam derivados de petróleo em sua composição.

 

Fair Trade (comércio justo) 

Parceria comercial cujo objetivo é a igualdade maior no comércio internacional. O mecanismo só foi implantado no Brasil em 1998 e visa oferecer aos produtores marginalizados melhores condições de comercialização e assegurar os direitos dos trabalhadores. São exigências do sistema de fair trade:

1. Criar associações democráticas que reúnam os produtores

2. Ser transparente na prestação de contas

3. Não discriminar nem mulheres nem índios

4. Reduzir o uso de agrotóxicos

5. Abolir o trabalho forçado

6. Não empregar crianças

7. Criar empregos com carteira assinada

8. Ter condições de trabalho saudáveis e seguras

 

Freecycling 

Prática de doar itens usáveis e desnecessários, ao invés de jogá-los fora. A idéia surgiu de um grupo de reciclagem no Arizona, EUA, cujo objetivo era evitar o aumento de lixo. O grupo decidiu, então, desenvolver uma rede de pessoas que desejavam doar objetos que não usariam mais às que gostariam de tê-los. Hoje, essa rede conta com milhões integrantes espalhados em mais de 50 países

 

Global Reporting Initiative (GRI) 

Criada em 1997 pela ONG norte-americana Coalition for Environmentally Responsible Economics e pelo PNUMA, a iniciativa tem como missão o desenvolvimento e a disseminação global das diretrizes mais adequadas para a elaboração de relatórios de sustentabilidade. Atualmente, mais de 550 organizações em 45 países utilizam essas diretrizes.

 

Global Warming Potential (GWP)/ Potencial de Aquecimento Global

Índice utilizado para apresentar os níveis de emissões de diversos gases, sem a necessidade de calcular diretamente as mudanças nas concentrações atmosféricas. Os GWPs são calculados como a razão da forçante radiativa resultante das emissões de 1 kg deste gás (do efeito estufa) com a emissão de 1 kg de CO2 durante um determinado período de tempo, geralmente 100 anos. Os GWPs são avaliados e atualizados regularmente pelo IPCC.

 

Gro Harlem Brundtland 

Ex-primeira-ministra da Noruega (1986-1996) e então presidente da Comissão Mundial Sobre o Desenvolvimento e o Meio Ambiente. O relatório apresentado em 1987 pela comissão alertava para a forma insustentável de crescimento da humanidade e serviu de base para transformar a ECO 92 em um marco na história do movimento ambientalista no mundo inteiro.

 

Ignacy Sachs 

Economista e co-diretor do Centro de Pesquisas sobre o Brasil Contemporâneo, da Escola de Altos Estudos de Paris. Nasceu em 1927 na Varsóvia, Polônia, e dedica-se a temas sociais e ambientais. Sachs é autor de mais de 20 livros, sendo vários sobre o Brasil.

 

Inclusão produtiva 

Investimento social e econômico que visa subsidiar, financeira e tecnicamente, iniciativas que garantam aos grupos populares meios e capacidade produtiva e de gestão.

 

Inclusão Social 

Forma de trazer para a sociedade pessoas que foram excluídas dela e estavam privadas de seus direitos, como os portadores de deficiências físicas.

 

Indicadores Ethos

Ferramenta de gestão e planejamento que indica, a partir situação da empresa, políticas e ações voltadas para o aprofundamento de seus compromissos sociais. Os indicadores referem-se aos seguintes temas:

- Valores e Transparência

- Comunidade interna

- Meio ambiente

- Fornecedores

- Consumidores

- Comunidade

- Governo e Sociedade

 

Índice de Sustentabilidade Empresarial da Bovespa (ISE)

Inspirado em experiências internacionais, é o índice da Bovespa composto somente por ações de empresas que se destacam em responsabilidade social e sustentabilidade.

 

Investimento Social Privado 

Uso de recursos, por parte das empresas, para projetos sociais, ambientais e culturais de interesse público. O que o diferencia da doação assistencialista é o foco no planejamento, monitoramento das atividades desempenhadas com acompanhamento de equipes de profissionais, avaliação dos resultados e das transformações geradas, e a participação da comunidade.

 

IPCC (Intergonernmental Panel on Climate Change) 

Sigla em inglês para Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, foi estabelecido em 1998 pela Organização Meteorológica Mundial (OMM) e pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). O painel avalia de forma direta a informação científica, técnica e sócio-econômica que seja relevante para entender os riscos da mudança climática, causada por ações humanas e seus potenciais impactos e opções para a adaptaçãõ e a mitigação.

 

ISO 14.000 

Norma internacional da ISO (International Standardization for Organization ) que auxilia as organizações na introdução e no aperfeiçoamento de seu Sistema de Gestão Ambiental. A série 14.000 foi criada em 1995 e estabelece padrões internacionais de manejo sustentável de recursos naturais.

 

Matriz Energética 

Combinação das fontes de energia disponíveis numa economia ou país e dos usos de energia em suas diferentes formas. A economia moderna consome energia de duas formas: a combustível e a elétrica, podendo ser extraídas diretamente da natureza ou produzidas a partir dessas fontes primárias.

 

Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL)

É um mecanismo previsto no Protocolo de Kioto, criado para reduzir as emissões de gases responsáveis pelo aquecimento global. O MDL torna possível, também, o desenvolvimento sustentável em países emergentes, pois os países industrializados que não cumprirem suas metas de lançamento de poluentes na atmosfera podem compensar o problema financiando projetos de redução da poluição nesses países. Segundo estimativas do Banco Mundial, esse mercado pode movimentar cerca de US$ 1 bilhão por ano

 

Meio Ambiente 

Conceito que define as relações entre os diversos aspectos que regem a vida em todas as suas formas. A principal causa do desaparecimento das espécies é a degradação dos ambientes naturais, provocada por desmatamento, expansão agrícola, urbanização e poluição

 

 

Natureza 

Grupo de elementos do mundo natural

 

Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) 

Também chamada de Organização Não-Governamental, é uma entidade privada, sem fins lucrativos, que desenvolve atividades que visam alterar situações econômicas, sociais ou ambientais de uma região, país ou do mundo. Pode financiar suas próprias ações ou receber apoio de instituições públicas ou privadas.

 

Pacto Global (Global Compact)

Iniciativa da ONU para incentivar a responsabilidade social corporativa. Na ocasião, 206 empresas brasileiras atenderam à convocação e tornaram-se signatárias do compromisso. O pacto defende dez princípios universais, entre direitos humanos, direitos do trabalho, proteção ambiental e contra a corrupção:

1. Respeitar e proteger os direitos humanos;

2. Impedir violações de direitos humanos;

3. Apoiar a liberdade de associação no trabalho;

4. Abolir o trabalho forçado;

5. Abolir o trabalho infantil;

6. Eliminar a discriminação no ambiente de trabalho;

7. Apoiar uma abordagem preventiva aos desafios ambientais;

8. Promover a responsabilidade ambiental;

9. Encorajar tecnologias que não agridem o meio ambiente.

10. Combater a corrupção em todas as suas formas, inclusive extorsão e propina.

 

Pegada ecológica (ecological footprint)

Área de terra necessária para sustentar o consumo e o desperdício do ser humano. A ONG americana Redefining Progress (www.myfootprint.org ) criou um teste que avalia a pegada ecológica de cada pessoa. Ao longo do questionário, o indivíduo deve informar dados sobre alimentação, transporte e uso de energia no dia-a-dia

 

Permacultura 

Filosofia criada nos anos 70 pelo australiano Bill Mollison, cujo conceito é a criação de ambientes humanos sustentáveis, baseados na observação da natureza e na sabedoria contida em sistemas produtivos tradicionais. Seu princípio básico é o trabalho com a natureza e não contra ela. Os sistemas permaculturais utilizam fontes de energias alternativas como a luz do sol, a força dos ventos e da água, além de desenvolvidos para durar o tempo que for necessário

 

 

Princípios de Estocolmo 

Declaração de uma série de princípios, criados durante a I Conferência sobre o Meio Ambiente Humano, em 1972, na Suécia. Seu objetivo é servir ao mundo inspiração e guia para preservar e melhorar o meio ambiente humano

 

Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA)

Agência sediada no Quênia, foi criada em 1972 com a função de criar parcerias que objetivam proteger o meio ambiente, a fim de promover o desenvolvimento sustentável

 

Projeto do Milênio (ONU)

Propõe soluções diretas até 2015 para o combate da pobreza, fome e doenças opressivas que afetam bilhões de pessoas no mundo. Ao todo são oito metas a serem atingidas pelas nações:

1. Erradicar a extrema pobreza e a fome;

2. Atingir o ensino básico universal;

3. Promover a igualdade de gênero e a autonomia das mulheres;

4. Reduzir a mortalidade infantil;

5. Melhorar a saúde materna;

6. Combater o HIV/AIDS, a malária e outras doenças;

7. Garantir a sustentabilidade ambiental

8. Estabelecer uma parceria mundial para o desenvolvimento

 

 

Protocolo de Kioto

Acordo internacional patrocinado pela ONU e firmado, em 1997, por 59 países. Realizado em Kioto, Japão, tem como objetivo reduzir as emissões de gases de efeito estufa em nações industrializadas. Entre as metas para a redução, os países que fazem parte do acordo devem reduzir em média 5% do montante emitido em 1990, além do estabelecimento de desenvolvimento limpo para as nações emergentes. O Protocolo entrou em vigor em 16 de fevereiro de 2005, após a adesão da Rússia, e atualmente conta com o apoio de 189 países.

 

Relatório de Meadows

Considerado um dos marcos do debate sobre meio ambiente e desenvolvimento, foi elaborado na década de 70. Trata-se de um estudo realizado por cientistas e técnicos do MIT (Massachusetts Institute of Technology) a pedido do Clube de Roma sobre a dinâmica da expansão humana e o impacto da produção sobre os recursos naturais. O relatório alertava para a impossibilidade do mundo continuar nos então atuais patamares de crescimento, sob pena de um drástico esgotamento dos recursos naturais

 

Reserva Ecológica

Áreas cujo objetivo é a proteção e a manutenção das florestas, demais formações de vegetação natural, públicas ou particulares, e espaços considerados de preservação permanente. O Brasil tem seis reservas ecológicas federais, que totalizam mais de 550 mil hectares. Criada em 1983, a reserva ecológica Jutaí-Solimões, no Amazonas, é a maior delas, com quase 300 mil hectares

 

Responsabilidade Social 

Forma como uma instituição conduz suas atividades de maneira que ela tenha participação no desenvolvimento da sociedade. É a atuação e consciência do papel das empresas como agentes sociais no desenvolvimento do ser humano e da comunidade à qual está inserida.

 

Responsabilidade Social Empresarial

Forma de gestão que se define pela relação ética e transparente da empresa com todos os públicos com os quais ela se relaciona e pelo estabelecimento de metas empresariais compatíveis com o desenvolvimento sustentável da sociedade, preservando recursos ambientais e culturais para gerações futuras, respeitando a diversidade e promovendo a redução das desigualdades sociais

 

Sarbanes-Oxley

Lei federal promulgada em 2002 nos Estados Unidos, criada pelos senadores americanos Michel Oxley e Paul Sarbanes para acabar com as fraudes contábeis. A SOX, como também é conhecida, contém 11 seções e estabelece critérios mais severos de governança corporativa e transparência nas demonstrações financeiras de empresas com ações negociadas na Bolsa de Valores de Nova Iorque. O objetivo dessa lei é recuperar e aumentar a confiança dos investidores e a credibilidade das organizações.

 

 

Stakeholders

Termo em inglês utilizado para definir os diferentes públicos que se relacionam com uma organização. São indivíduos ou empresas que influenciam ou podem ser influenciados pelos resultados dessa companhia. Os stakeholders de uma corporação podem ser: funcionários, consumidores, fornecedores, comunidade, ONGs, etc

 

Sustentabilidade

Conceito relacionado à continuidade dos aspectos econômico, social, cultural e ambiental da sociedade humana, afim de tornar possível a recomposição das agressões impostas à sociedade e ao ambiente. Para ser sustentável, um empreendimento humano deverá ser ecologicamente correto, economicamente viável, socialmente justo e culturalmente aceito

 

Sustentabilidade Ambiental

Manutenção da capacidade de sustentação dos ecossistemas. Implica no potencial de absorção e recomposição desses sistemas, em face das interferências provocadas pelo ser humano no meio ambiente

 

Sustentabilidade Espacial

Capacidade de suporte do planeta diante do crescimento desmedido da população e suas conseqüentes características, como a ocupação irregular do espaço e a migração, entre outros fatores. Alguns autores referem-se à sustentabilidade espacial como a capacidade de promover o equilíbrio entre o meio rural e o urbano, a fim de evitar os impactos negativos da hiperurbanização, priorizando novas formas de civilização, alicerçadas no uso sustentável de recursos renováveis possíveis e, principalmente, essenciais

 

Triple Bottom Line (TBL)

People, planet and profit (pessoas, planeta e lucro). Criado nos anos 90 por John Elkington, é um tripé de avaliação do desempenho empresarial e de executivos. Envolve a transparência nos propósitos da empresa, considerando as necessidades e expectativas dos stakeholders.

1 comment Junho 14, 2008

Desenvolvimento sustentável está longe da meta, diz IBGE

Fonte: O Estado de São Paulo, 07 de maio de 2008

Números mostram que nos últimos quatro anos os maiores avanços do País ocorreram na área econômica

da Redação - estadao.com.br

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RIO - O levantamento Indicadores de Desenvolvimento Sustentável 2008 (IDS), divulgado nesta quarta-feira, 4, pelo IBGE, com cruzamento de dados de 60 pesquisas feitas entre 2002 e 2004, mostram que, nos últimos anos, os maiores avanços do País ocorreram na área econômica. Nas questões sociais houve melhorias, mas ainda há “grandes passivos a serem sanados”, como diagnostica o trabalho.  

 

Veja também:

link Brasil não consegue ampliar proteção ao Pantanal, diz IBGE

link Consumo de energia no país cresceu 37,37% entre 1995 e 2006

link Uso de fertilizantes no País dobrou entre 1992 e 2006

link Minc quer restrições de crédito da Amazônia em outros biomas

 

A avaliação da questão ambiental mostra também alguns retrocessos.”Ainda há uma longa estrada pela frente para o Brasil atingir o ideal previsto em 1987 pela Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento (Comissão Brundtland): um desenvolvimento que atenda às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras atenderem as suas próprias necessidades”, informa o IBGE.

 

Com 23 indicadores, divididos segundo os temas atmosfera; terra; água doce; oceanos, mares e áreas costeiras; biodiversidade e saneamento, a dimensão ambiental do IDS é a que mostra o maior número de indicadores ainda negativos ou que se mantêm numa evolução lenta. Além da atualização das informações publicadas em 2004, foi incorporado o dado sobre a emissão de gases do efeito estufa, a partir do inventário publicado em 2004 pelo governo brasileiro. Dentre os indicadores positivos, destacam-se a redução de consumo de substâncias destruidoras da camada de ozônio e o aumento do número de unidades de conservação (UCs) e de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs).

 

Os focos de incêndios também sofreram redução entre 2004 e 2006, e a poluição atmosférica mantém sua tendência estacionária, exceto pelo ozônio (O3), cuja concentração continua aumentando. Já a poluição dos rios que cortam as maiores regiões metropolitanas e a das praias mantêm seus níveis elevados, enquanto as quantidades de fertilizantes e agrotóxicos usados na agricultura cresceram, e as apreensões de alguns animais que seriam comercializados ilegalmente também aumentaram.Por fim, indicadores como o desmatamento na Amazônia, que vinham melhorando, sofreram revezes no período mais recente, ao que tudo indica em conseqüência do próprio crescimento econômico. O estudo do IBGE ainda não considera dados mais recentes, revelados pelo Inpe, que comparou a região desmatada da Amazônia com a área do Rio de Janeiro.

Add comment Junho 13, 2008

Reciclar papel pode ter impacto negativo para o meio ambiente

Fonte: O Estado de São Paulo, 07 de maio de 2008

Estudo mostra que produção do papel reciclado pode gerar até seis vezes mais efluentes que a do papel branco

Andrea Vialli

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O uso de papel reciclado para imprimir e escrever pode não ser tão bom para o meio ambiente como se imagina. A indústria está colocando em dúvida se a moda do papel reciclado – cujo consumo cresce a taxas de 20% ao ano – está ajudando a reduzir impactos ambientais ou se é apenas uma ferramenta de marketing para as empresas. 

Não há evidências que comprovem, com segurança, que o papel reciclado traz menos impactos para o meio ambiente do que o papel branco, segundo os produtores de papel e celulose. Um estudo realizado pela Esalq-USP, baseado na literatura técnica sobre reciclagem de papéis, mostra que a produção de papel 100% reciclado para imprimir e escrever pode gerar um volume de efluentes até seis vezes maior que o papel branco.

Segundo o mesmo estudo, o processo de preparação das aparas para produção de papéis reciclados destinados à impressão e escrita pode levar a um consumo adicional de energia elétrica de até 750 kWh/t, consumo que não ocorre na fabricação do papel branco.

“O processo de fabricação do papel reciclado consome mais água, mais produtos químicos e mais energia elétrica do que o papel branco. Isso porque a fibra reciclada passa por uma etapa a mais de clareamento, para eliminar impurezas, que não existe na produção do papel branco”, afirma Antônio Gimenez, gerente da área de Negócios de Impressão e Conversão da International Paper (IP).

Em média, apenas 25% do papel utilizado para compor o reciclado é pós-consumo, oriundo de cooperativas de catadores. Outros 75% vêm de aparas resultantes do processo produtivo das fábricas, e que comumente voltam ao processo produtivo. No Brasil, 100% do papel produzido vem de florestas plantadas. “É um mito dizer que o papel reciclado salva árvores, pois aqui elas já são cultivadas e para esse fim “, diz Gimenez. A empresa produz em torno de 25 mil toneladas de papel reciclado por ano, em torno de 5% de sua produção total de papel.

“Sustentabilidade na produção de papel é ter perdas mínimas no processo de fabricação, mais do que reciclar as aparas”, diz Humberto Cinque, gerente de sustentabilidade da Votorantim Celulose e Papel (VCP). Segundo ele, mais do que 3% de perda no processo é considerado desperdício.

De acordo com Gustavo Couto, gerente de marketing da Suzano Papel e Celulose, primeira papeleira a produzir reciclado em escala industrial, ambos os papéis podem coexistir no mercado. “A escolha do consumidor pode ser tanto em torno de um papel que retira gás carbônico da atmosfera, com o plantio de árvores para sua produção, e o papel que ajuda a gerar renda para os catadores, com um foco mais social”, diz. Segundo ele, para fazer uma escolha consciente o consumidor deve ficar atento ao selo verde – certificações como o FSC e Cerflor, que atestam o bom manejo das florestas plantadas e respeito às leis trabalhistas – do que se o papel é branco ou reciclado.

DEMANDA

De acordo com Sonia Chapman, diretora presidente da Fundação Espaço Eco, entidade que presta consultoria em análise de ecoeficiência para indústrias de diferentes segmentos, as duas categorias de papel cumprem sua função. “O importante é o uso racional da matéria-prima e energia”, diz. Segundo ela, só produzir papel reciclado não é o caminho. “É a mesma discussão que se tem com os alimentos orgânicos. Se toda a população passar a comer orgânicos, não vai haver terras suficientes para produzir dessa maneira. Não há coleta de lixo urbano que permita só a produção do papel reciclado.”

A reportagem procurou as ONGs de defesa do meio ambiente Greenpeace e WWF, mas elas informaram que não têm uma avaliação técnica sobre o uso de papel reciclado.

A demanda por papel reciclado tem crescido a taxas de 20% ao ano nos últimos seis anos. Com isso, a reciclagem de aparas aumentou em 60,6%. Como nem todo papel é recuperado, já está ocorrendo falta de aparas para finalidades que já consumiam aparas, como a fabricação de embalagens e de papéis sanitários. “A impressão em papel reciclado virou uma espécie de cartão de visitas da responsabilidade corporativa”, diz Luís Fernando Madella, diretor de relações Institucionais da IP.

Ainda assim, está em análise na Câmara dos Deputados o projeto de Lei 2.308/07, que, se aprovado, obrigaria as editoras de livros didáticos a usar 30% de papel reciclado em suas publicações. “Não haveria como suprir essa demanda”, diz Couto, da Suzano.

5 comments Junho 13, 2008

Responsabilidade socioambiental de bancos está abaixo do propagandeado

  Fonte: Idec 

RESPONSABILIDADE SOCIAL EMPRESARIAL

   
       
  13 de Fevereiro de 2008  
     
       
  Avaliação realizada pelo Idec demonstra que o consumidor ainda passa por problemas básicos junto aos bancos, como a não entrega de contrato e o não acompanhamento de suas reclamações 

Em sua terceira pesquisa sobre responsabilidade social de empresas – as outras duas foram sobre camisetas de algodão e margarinas e achocolatados -, o Idec avaliou o discurso dos oito maiores bancos de atuação nacional (com mais de 1 milhão de clientes, exceto os estaduais) e o resultado não surpreendeu: os melhores colocados (ABN Amro Real e Bradesco), obtiveram apenas a classificação “regular”; os piores (Santander e Unibanco), ficaram pouco acima da pior classificação, “péssimo”, no limiar da nota “ruim”; já no bloco intermediário, na faixa “ruim”, estão, pela ordem, Itaú, Banco do Brasil, Caixa Econômica e HSBC (veja gráfico).

Apesar de estar presente na propaganda e até em produtos do setor financeiro, a parte decisiva onde a responsabilidade social é realmente exercida, na relação com os consumidores, continua mal.

O estudo (acesse a íntegra aqui), com 69 questões, avalia também a atuação dos bancos em relação aos trabalhadores e ao meio ambiente. Juntamente com o bloco de questões Consumidores (que representou 40% da nota final), Trabalhadores e Meio Ambiente (com 30% da nota cada) compuseram as notas utilizadas na pontuação.

Se considerarmos a pontuação por cada bloco de questões (confira tabela), os resultados são os seguintes: no primeiro bloco, Trabalhadores, o mais bem avaliado foi o Itaú, enquanto o pior foi o Unibanco; já no bloco Meio Ambiente, a melhor colocação ficou com o ABN Amro, e apior, com o Santander; no bloco Consumidores, cuja avaliação também se baseou em resultados de cinco pesquisas de campo, já publicadas na Revista do Idec ao longo de 2007, o melhor colocado foi o Banco do Brasil, e os piores, Unibanco, Santander, HSBC e Itaú.

O estudo, exceto na parte referente aos Consumidores, se baseou na resposta das próprias instituições, de modo que não cabem críticas dos bancos às suas notas finais, alegando que o Idec não considerou tais políticas ou produtos e serviços.

Por ser a primeira pesquisa do Idec sobre o tema, junto ao setor financeiro, é possível prever que os critérios para as próximas avaliações serão ainda mais rígidos.

Para desenvolver o estudo, o Idec contou com a colaboração de algumas instituições parceiras, como Amigos da Terra, Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT), DIEESE, Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (CEERT), Centro de Pesquisa de Empresas Multinacionais da Holanda (SOMO), entre outras. Para a próxima avaliação, o Idec pretende desenvolver um trabalho ainda mais sistematizado com essas instituições.

1 comment Junho 13, 2008

Ações de sustentabilidade têm resultados modestos

Fonte: O Estado de São Paulo, 26 de março de 2008

Consultoria diz que investimento das empresas ainda tem pouco impacto

Nilson Brandão Junior, RIO

O Brasil está mais avançado do que outros grandes países emergentes, como Índia e China, em ações ligadas ao desenvolvimento sustentável. Mas, a despeito dos esforços, os resultados concretos ainda são modestos. A análise foi feita pela gerente da área de economias emergentes da consultoria SustainAbility, Jodie Thorpe, que participa hoje, no Rio, de um evento sobre o assunto. Ela também alerta que, de forma geral, ações pouco consistentes de sustentabilidade no mundo podem vir a ser afetadas pela crise econômica internacional.

“O Brasil está na frente. Há alguns bons exemplos no País de ações que até se destacam globalmente. Algumas empresas fazem um excelente trabalho. Mas ainda se vê que a grande maioria das companhias discute esse assunto, faz relatórios, se interessa, cria departamentos, mas suas ações ainda não tiveram impacto efetivo”, diz. O evento Sustentável 2008, promovido pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), reunirá especialistas e executivos de grupos que investem nessa área.

Na avaliação do presidente do CEBDS, Fernando Almeida, as empresas já estão fazendo bastante, mas “todo esse investimento ainda não foi suficiente para mudar a tendência”. Ele pondera que, na prática, o assunto está difundido apenas numa “certa elite” empresarial, de especialistas ou grupos ligados ao assunto. O próprio tema da sustentabilidade parece difícil de se explicar, porque envolve uma série de conhecimentos e áreas dentro das empresas.

“É sinônimo de sobrevivência. É quando você consegue ter as três dimensões de um negócio, a econômica, social e ambiental, unidas e sem atropelo de uma pela outra. Hoje, a dimensão econômica atropela as demais”, diz Almeida. Jodie comenta também que ações rotuladas como sustentáveis tendem a ser afetadas pela crise global. “Acredito que, com a alarmante crise econômica nos EUA e na Europa, veremos algumas coisas que são apresentadas como ‘sustentabilidade’ caírem por terra. Mas as iniciativas que são realmente estratégicas irão sobreviver à crise.”

Jodie argumenta que a nova concepção já ganha espaço em países emergentes. “Empresas foram capazes de assimilar tendências globais, desde a crescente escassez de água, petróleo e outros recursos naturais até as necessidades particulares de diferentes segmentos da população, e foram capazes de criar processos e produtos inovadores como resultado”, diz ela. No Brasil, ela cita iniciativas do ABN Real, Natura e Amanco, dentre outras.

O Real criou, por exemplo, um espaço para compartilhar experiências com parceiros e o público externo, uma espécie de fórum para a troca de conhecimentos sobre o assunto. A Amanco adaptou sistemas de irrigação para pequenos produtores rurais. No caso da Aracruz Celulose, um dos objetivos traçados no plano de sustentabilidade é conservar a biodiversidade nos 154 mil hectares de reservas nativas da empresa, assim como a ampliação dessas áreas. Além disso, a empresa definiu a “busca por uma solução estável e juridicamente segura para a disputa de terras com as comunidades indígenas do Espírito Santo”, o que acabou sendo alcançado, segundo a empresa, com a assinatura de um acordo em dezembro de 2007.

Add comment Junho 13, 2008

Comunicação e sustentabilibade ambiental: como implantar na sua empresa?

Carla Soares Martin e Marianna Senderowicz

De informação sobre o meio ambiente e a sustentabilidade socioambiental estamos bem-servidos pelos meios de comunicação. Na hora de olhar para dentro, neste 05/06, Dia Mundial do Meio Ambiente, alguns deles dão dicas de como estão atuando pela sustentabilidade do planeta. O Comunique-se conversou com jornalistas e empresas de comunicação que sugerem formas de você também adotar essa nova consciência ambiental. 

Para começar, fica a sugestão do jornalista André Trigueiro, apresentador da Globo News: “As empresas são as pessoas”. Ou seja: as melhores atitudes são justamente aquelas que transformam um lugar pela mudança de cada um, seja em casa, na empresa onde trabalha ou no País. Aqui, você encontrará experiências de três empresas de comunicação – Globo News, no Rio; Rádio Eldorado, do Grupo Estado, em São Paulo; e TV BandNews, no Rio Grande do Sul e, principalmente, de seus jornalistas. 

Globo News
Não foram poucas as vezes que o jornalista André Trigueiro, apresentador do Jornal das Dez, da Globo News, carregou em seu carro folhas sulfite A4, usadas pela redação, para levar à reciclagem por meio da Cooperativa de Catadores da Praça Onze, no Rio de Janeiro. Doava o material que ia para o lixo. Depois, afixava no mural da empresa quantos quilos de material tinha dado e o valor que fora doado para a cooperativa. “Um recurso que as pessoas não dão valor”, disse Trigueiro. Essa foi apenas uma das inúmeras ações que uma “equipe de jornalistas conscientes” desempenhou na Globo News. “Tem sempre um grupo sensível a essas questões”, afirmou.

O Clube da Caneca foi outra atitude proposta pelo jornalista. Trigueiro simplesmente passou a trazer canecas para quem quisesse trocar o copinho de plástico por elas. O âncora deu cerca de 15 canecas e, depois, outros jornalistas passaram a trazer de casa também.

“A história da caneca foi uma brincadeira que deu certo. Tem o aspecto lúdico, de criança. Todo mundo queria ter a sua. Foi uma onda boa”, comentou Trigueiro que, acrescenta, nunca obrigou ninguém a participar do Clube da Caneca.

Mais uma atividade impulsionada pelo grupo de jornalistas ligados a Trigueiro foi o fim das impressões para ler o off das reportagens. “Agora, lêem pela tela do computador”, afirmou. “Não é uma mudança drástica, sacrificante, é uma simples mudança do dia-a-dia”, acrescenta.

Hoje, André Trigueiro também é editor-chefe do programa Cidades e Soluções, da Globo News, e comentarista da Rádio CBN, com o Mundo Sustentável, bloco de mesmo nome do site que Trigueiro toca na internet.

O Cidades e Soluções neutralizou os gases do efeito estufa que consome com o plantio de mudas da mata atlântica — um programa do Iniciativa Verde.

BandNews
Há aproximadamente um mês, a Band-RS também neutraliza as emissões de dióxido de carbono do programa BandNews Porto Alegre 1ª Edição, que vai ao ar de segunda a sexta, das 9h às 11h. A iniciativa faz parte de um projeto mais amplo de preservação ambiental, que há oito anos instituiu medidas como uso racional de água e energia elétrica e também já trabalha com separação do lixo e descarte correto de pilhas e baterias.

“A Bandeirantes não se propõe a se transformar numa empresa 100% ambientalmente correta, mas já vem tomando em âmbito nacional e local algumas providências relacionadas a este tema”, conta Renato Martins, diretor de Jornalismo.

Para implementar a neutralização, mais de 200 mudas de árvores nativas serão plantadas por ano para compensar a emissão da substância. Elas serão distribuídas em oito áreas de preservação definidas pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema). “Ao final deste ano, o primeiro lote de árvores já será plantado. Como iniciamos o projeto em abril, esse plantio será proporcional”, explica Martins.

A emissão a ser neutralizada é calculada a partir da energia elétrica consumida, da utilização de veículos nas reportagens e da geração de resíduos sólidos e líquidos, como papel, copos plásticos, café, entre outros.

O retorno já compensa o investimento. Segundo Martins, no dia seguinte ao lançamento do projeto, a emissora recebeu dezenas de e-mails, telefonemas e fax pedindo mais informações sobre o processo. “Órgãos ambientais entraram em contato conosco e teremos vários encontros, palestras e exposições nos próximos meses para continuar a contagiar positivamente as pessoas, sem falar dos inúmeros cases que coletamos para a realização de reportagens todo o dia.” O comunicador se diz animado com a proposta: “Ao levarmos essas atitudes para o ar, queremos contagiar positivamente os ouvintes. Queremos dar holofotes para essas ações que pensam, acima de tudo, na qualidade de vida de quem vive nesse planeta. Se depois de ouvir a BandNews uma única pessoa começar a separar o lixo já será uma vitória”.

 

Rádio Eldorado
A Rádio Eldorado, em São Paulo, foi a emissora que ficou contagiada pela “demanda da audiência”, como explica Paulina Chamorro, coordenadora de meio ambiente e cidadania da empresa.

Como a rádio começou há 20 anos a falar de meio ambiente, chegou um momento em que os próprios ouvintes pediram algo mais. Surgiu a idéia do Pintou Limpeza. Em seu início, em 2000, os ouvintes podiam separar o material reciclado e levar para os postos de gasolina Aster. Até que o projeto tomou outro rumo: são 16 Postos de Entrega Voluntária. Os postos foram criados porque a população soube do projeto pela rádio, pelo site ou pelo boca-a-boca e quis participar do processo de reciclagem.

A emissora fica no papel de educadora ambiental, por meio de boletins na rádio e palestras, nos locais que se propõem a ser postos de coleta. Pode ser uma escola, um comércio, uma entidade – qualquer lugar que tenha suporte para fazer a coleta seletiva. Teve escola estadual, a Augusto Meirelles, da Casa Verde, Zona Norte de São Paulo, por exemplo, que conseguiu montar uma sala multimídia, e casa de ação social, a Associação Dom Bosco, que comprou três máquinas digitais com o dinheiro do material reciclado, que ia, literalmente, para o lixo.

A Eldorado orienta os locais a buscarem os coletores e destinarem o material reciclado para quem quer que seja, para doação ou venda. “Fazemos as ações de conscientização”, diz Paulina. “Queremos que esses conceitos sejam absorvidos por toda a população.”

E já estão sendo. No centro automotivo Bovema, oficina de reparação de veículos no Paraíso, é sucesso entre mulheres entre 60 a 80 anos. “Senhoras vêm com carrinho de feira, colaboram, deixam aqui o material”, conta Ingrid Filard, dona da loja. “No começo (há quatro anos), demorava para encher o contêiner. Hoje, o número tem aumentado”, complementa o marido, Ayrton Filardi.

Papel do Jornalista
André Trigueiro conta que a maioria das ações na Globo News foi levantada pelos próprios jornalistas e que eles têm uma grande responsabilidade na implantação de políticas pela sustentabilidade em suas empresas.

Trigueiro defende, por exemplo, a criação de cursos em sustentabilidade e meio ambiente nas faculdades. “Somos analfabetos ambientais”, afirmou. Ele é criador do curso de Jornalismo Ambiental da PUC-RJ.

Sobre a importância do jornalista como representante de um movimento pela sustentabilidade, Trigueiro foi taxativo: “Não consigo imaginar um jornalista consciente sem aprender com o que faz. Não se pode achar normal um jornalista que teve a chance de conhecer um lixão, o cheiro do chorume (líquido resultante da decomposição do lixo junto com o gás metano), por exemplo, e não se transformar. É difícil você não se transformar”, afirmou.

 

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