Archive for Maio, 2009

Coca-Cola se posiciona

A parceria entre Coca-Cola Brasil e o Wal Mart em 2008 deu origem a um programa de reciclagem que funciona fazendo coleta seletiva de resíduo sólido na rede varejista. “Este programa recolhe papel, alumínio, PET, plástico, isopor, entre outros materiais através de serviços terceirizados. Isto rentabiliza cooperativas apoiadas pelos institutos Coca-Cola Brasil e Wal-Mart”, aponta Simões. Para 2009, o objetivo da parceria é instalar estações coletoras de material reciclado em cerca de 300 lojas Wal Mart. Já o programa “Reciclou, Ganhou” acontece desde 1996 e apóia 37 cooperativas em 24 estados do Brasil e para este ano a meta é atingir todo o País.

Durante o próximo mês, a Coca-Cola repassará 2,5 centavos de cada venda para projetos sócio-ambientais do instituto Coca-Cola Brasil, entre 18 e 24 de maio. Entre as atividades deste ano, a multinacional fará o Engajamento Carrefour, que terá uma “estação de otimismo” nas lojas que venderá camisas fabricadas com PET reciclado. “A principal é a ‘Semana Otimismo Coca-Cola’ onde parte dos lucros da empresa serão doados para instituições voltadas para a sustentabilidade”, destaca o diretor de Comunicação e Sustentabilidade da Coca-Cola Brasil durante o Fórum ABA Branding, realizado no Rio de Janeiro.

A filosofia da marca Coca-Cola tem a sustentabilidade como ferramenta para agregar valor. Mas, para fazer a sustentabilidade ser inserida no estilo Coca-Cola, a empresa desenvolveu um posicionamento sustentável baseado em cinco P’s: performance, planeta, parceiros, portfólio e pessoas. “Sustentabilidade não é filantropia. É preciso ter a visão de cima para baixo, ou seja, do presidente ao operário e estar refletida no dia-a-dia dos colaboradores”, diz Simões.

Fonte: Mundo do Marketing

Add comment Maio 27, 2009

Simplicidade

Hoje li o post no Blog http://estalo.org/. O texto chamou a atenção e por isso estou postando.
Acredito que sustentabilidade é a simplicidade, por isso o assunto tem muito com o nosso tema.

Apelo Gringo
escrito por Mastropietro Luiz em 25/05/2009 |

Em mais um atento ufanista contra a globalização, na semana passada o prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes sancionou uma lei que obriga a tradução de todas as expressões estrangeiras presentes em anúncios veiculados em estabelecimentos do Rio de Janeiro. Expressões como como “delivery”, “off” e “sale” agora devem estar acompanhadas com as traduções em português.

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E como ficam marcas como Volkswagen que recentemente passou a assinar os seus anúncios com a expressão em alemão “Das Auto” e a Citroen, que passou a adotar “Creative Technologie”, em francês?

Pode soar estranho ler slogans “O Carro”, ou “Tecnologia Criativa”. O fato é que tudo fica mais bonito em inglês, alemão, francês. E muitas destas expressões ficam intraduzíveis para o linguajar tupiniquim.

Mas à despeito desta nova lei do Rio de Janeiro, o que estaria por trás deste movimento de internacionalização de slogans de montadoras?

Quando as gigantes da indústria automobilística entraram no Brasil (Citroen, Peugeot, Honda, Toyota, etc), uma das maneiras que elas encontraram para ganhar mais credibilidade junto aos brasileiros era exaltando as suas operações, fábricas e investimentos no Brasil. Selos de “Fabricado no Brasil” pipocavam em anúncios de jornais e até na televisão, mas agora ocorre um movimento contrário. E o que será que passa na cabeça do cidadão comum quando lê “Das Auto” ao lado do familiar logo da VW?

Add comment Maio 25, 2009

Chuveiro de Névoa: um conceito para economia de água e energia

Fonte: http://ecotecnologia.wordpress.com

O brasileiro João Diego Schimansky, da PUC do Paraná, foi um dos oito finalistas da competição “Design Lab” criada pela Electrolux aberta a todos os estudantes de design do mundo. O tema deste ano foi sustentabilidade aplicada aos utensílios da casa do futuro. O conceito criado por João foi o “Fog Shower” ou Chuveiro de Névoa. O chuveiro do futuro consome apenas dois litros de água durante um banho de cinco minutos. Os chuveiros eficientes utilizados atualmente utilizam cerca de 26 litros d’água durante o mesmo tempo.
O “banho” é realizado a partir de uma névoa de vapor d’água aquecido. Este conceito economiza, ao mesmo tempo, água e energia necessária para aquecê-la.

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Add comment Maio 19, 2009

Os transgênicos e a farra do boi

Portal Imprensa, Publicado em: 13/05/2009 15:57

http://portalimprensa.uol.com.br/colunistas/colunas/2009/05/13/imprensa411.shtml

Faz tempo que os transgênicos não entram na linha de tiro como nas últimas semanas, em virtude de uma série de notícias, geradas aqui e lá fora.

Podemos recuperá-las com facilidade e, na verdade, isso é fundamental para respaldar as nossas considerações.

A primeira delas diz respeito à interpelação feita por organizações de produtores gaúchos com respeito à cobrança de royalties pela Monsanto, que não deseja ver de forma alguma reaproveitadas as suas “valiosas” sementes de soja. A questão é recorrente e a multinacional nunca negou que fosse fazer isso com os produtores, mesmo porque o controle das sementes faz parte da sua estratégia de monopólio. Denúncias a este respeito existem no mundo inteiro e podem ser conferidas no livro O mundo segundo a Monsanto, de autoria da competente jornalista investigativa Marie Monique Robin. Na verdade, os produtores gaúchos deveriam saber disso quando embarcaram na conversa da multinacional dos transgênicos. É um caminho sem volta e vai ficar cada vez mais caro de ser trilhado. Mas eles pagaram para ver e agora começam a indagar onde se meteram. Se achavam que só havia vantagens, começam a descobrir que não existe almoço grátis, ainda mais pago por empresas transgênicas. Elas sempre cobram a fatura.

A segunda notícia dá conta da proibição do plantio e da comercialização de uma variedade de milho transgênico pela Alemanha que, a exemplo de outros países europeus (França e Áustria, entre eles), o considera um risco enorme à diversidade. É lógico, por aqui a variedade está liberada, como estão liberados agrotóxicos, medicamentos e outras ameaças ao meio ambiente e à saúde. Nada a estranhar porque de há muito organizações de defesa do consumidor e o próprio Ministério do Meio Ambiente têm expressado seu descontentamento com a “generosidade” da CTNBio para com a indústria da biotecnologia.

A terceira notícia vem de Viçosa, mais precisamente da Universidade Federal de Viçosa, que, por intermédio de um grupo de pesquisadores, andou mandando a Justiça apreender mudas de canas transgênicas de uma empresa da Monsanto, com a alegação de que ela as andava comercializando, sem autorização de seus verdadeiros donos. Esta empresa é a mesma que foi comprada no auge da crise pela Monsanto, a preço de banana, depois de ter recebido aporte do BNDES. A mesma empresa integrada por pesquisadores paulistas e que receberam apoio da Fapesp no projeto exemplar do sequenciamento do genoma da bactéria que causa a “praga do amarelinho” que devasta os laranjais paulistas. Pesquisadores de universidades públicas que foram, portanto, capacitados com o dinheiro de todos nós e que, de uma hora para outra, caíram no colo da multinacional do agrotóxico e do transgênico, sem qualquer contrapartida para a sociedade. O próprio Ministério da Ciência e da Tecnologia chiou bastante quando houve a aquisição das empresas de biotecnologia da Votorantim pela Monsanto porque, com razão, percebeu que houve uma esperteza e uma traição neste processo todo.

A quarta notícia é também recente e dá conta de pesquisa realizada na Universidade de Buenos Aires, mais especificamente no Laboratório de Embriologia Molecular, comprovando que, mesmo com doses até 1.500 vezes inferiores às utilizadas nas fumigações das plantações de soja, o glifosato provocou transtornos intestinais e cardíacos, malformações e alterações neurológicas em embriões de anfíbios. Ou seja, esta história de que o glifosato é inofensivo (alguém acreditou nisso algum dia?) é uma balela. Evidentemente por ter contrariado grandes interesses, o diretor do Laboratório argentino – Andrés Carrasco- tem sofrido pressões , ameaças e campanhas com o objetivo de denegrir a sua imagem, mas a reação da comunidade científica argentina foi imediata e exemplar. Cerca de 300 cientistas, intelectuais e organizações sociais expressaram seu apoio a Carrasco (o sobrenome parece mesmo adequado neste caso). Nós já conhecemos a estratégia de grandes corporações, que integram a indústria agroquímica, de biotecnologia, tabagista e da saúde que, repetidamente, tentam pressionar cientistas (e também jornalistas) com o objetivo de impedir que notícias contrárias possam circular livremente. Recomendamos de novo a leitura do livro de Marie Monique Robin ao qual acrescentamos a de Márcia Angell – A verdade sobre os laboratórios farmacêuticos. A pressão é enorme, quase insuportável, mas a sociedade precisa resistir porque geralmente ela acoberta interesses excusos e uma imensa ganância econômico-financeira.

Finalmente, a última notícia tem a ver com a matéria de capa da Folha de S. Paulo do último domingo (10/05/2009) sobre a falta de controle dos transgênicos em nosso País e a inexistência de separação entre lavouras convencionais e lavouras genéticas de milho, com riscos iminentes de contaminação e, portanto, de prejuízos irreversíveis à diversidade.

É a verdadeira farra do boi, continuação daquela iniciada há alguns anos quando, pelo Rio Grande do Sul, teve início, de forma ilegal, a entrada das sementes de soja transgênica em nosso País. E deu no que deu: fato consumado e afrouxamento da legislação para acomodar interesses. Sejamos francos: os produtores gaúchos, muitos dos quais andam agora reclamando da Monsanto pelos royalties cobrados, bem que mereceram. O mundo dos negócios tem seus riscos também.

Todos esses episódios evidenciam práticas espúrias, pressões, falta de transparência, ameaças e tentativa predadora de impor a todo custo os transgênicos no Brasil e no mundo, o que deve merecer o nosso repúdio. Vamos devagar porque o planeta é de todos nós.

Julgamos ilustrativa a leitura do artigo de Washington Novaes, um dos nossos jornalistas de maior prestígio na área ambiental e científica, publicado em O Estado de S. Paulode 08/05/2009. Nele, Novaes cita os riscos associados aos transgênicos, em particular a disposição de liberar a torto e direito novas variedades sem atentar para o princípio da precaução. A alegação usual é que nada há contra os transgênicos mas, como vemos no caso recente da Argentina, a indústria da biotecnologia empenha-se sempre (de forma avassaladora, quando necessária, conforme atestam inúmeros exemplos) em impedir que informações contrárias aos seus interesses circulem, mesmo quando oriundas dos ambientes acadêmico-científicos.

Recentemente, a própria Folha de S. Paulo publicou reportagem em que pesquisadores de várias partes do mundo denunciavam a dificuldade em obter sementes transgênicas para pesquisas independentes porque, por pressão das empresas, elas não lhes eram entregues.

Não há dúvida: circulam poucas notícias contrárias aos transgênicos porque há um cerco formidável para que se mantenha monopolisticamente a tese de que os transgênicos são inofensivos, assim como se vende o glifosato como se fosse doce para criança.

O IDEC – Instituto de Defesa do Consumidor, em matéria publicada pela Folha de S. Paulo em 11/05/2009, pede ao ministro da Agricultura medidas concretas de fiscalização em relação aos transgênicos, mas a gente sabe que deste “mato não sai coelho”.

Estamos comendo cada vez mais transgênicos sem saber e é essa mesmo a intenção das empresas de biotecnologia, que resistiram como puderam à rotulagem (embora estivesse prevista na legislação), e continuam com o seu lobby nefasto a favor dos transgênicos e dos agrotóxicos (como se diz no interior, são farinha do mesmo saco!).

Enquanto isso, empresas de biotecnologia continuam emprestando apoio a Congressos de Comunicação Empresarial visando dar o seu recado e seduzir jovens comunicadores, o que, convenhamos, é seu direito numa sociedade democrática. Mas é também nosso direito e nosso dever recomendar a todos que encarem com desconfiança todo discurso comprometido com a não transparência e a manipulação.

Infelizmente, parte da mídia tem se prestado a esse processo de divulgação acrítica da biotecnologia, seja por convicção (a gente respeita as opiniões contrárias), seja por interesses comerciais explícitos, visto que a indústria da biotecnologia é grande anunciante (gasta um dinheirão para limpar a imagem, que permanece sempre manchada).

Não se trata de se colocar contra a tecnologia (ainda que devamos discuti-la sempre, avaliar o seu impacto) , mas de abrir o olho para tentativas monopolistas e sobretudo de resistir a pressões respaldadas por um formidável poder econômico. O problema não é apenas técnico, mas econômico, político e, como podemos inferir, ético e moral.

De resto, para encurtar a história, cuidado com as fontes que andam proclamando as vantagens dos transgênicos, inclusive o próprio Ministério da Agricultura ou fontes oficiais comprometidas com esta alternativa. Não temos aí fontes independentes, muito pelo contrário.

Não devemos também comer na mão do CIB – Conselho de Informações sobre Biotecnologia (absolutamente parcial porque comprometido apenas com a visão transgênica) e nem de uma empresa de pesquisa (sempre a mesma) que anda divulgando pesquisas sobre transgênicos (favoráveis , é lógico). Que tal entrar no site da empresa de pesquisa e descobrir quem anda por lá, para quem muitas pesquisas são realizadas etc? Está na hora de investigar porque o jornalismo (pelo menos na minha concepção) deve fundamentalmente estar comprometido com o interesse público e não com interesses egoístas e mesquinhos, políticos ou comerciais.

Todas as notícias aqui divulgadas podem ser comprovadas facilmente com uma pesquisa simples no Google ou nos jornais citados. Aliás, fica a sugestão: coloque o nome de uma empresa de biotecnologia mais a palavra problema (em português, inglês, espanhol etc) no Google e irá recuperar muita coisa. Se tiver mais um tempinho, verifique se algumas das empresas da área estão vinculadas ao agente laranja que matou e mutilou milhares de pessoas no Vietnã (inclusive e sobretudo soldados americanos) e assim por diante. Pode até tentar expressões mais gerais como “suborno na Indonésia”. Principalmente, leia O mundo segundo a Monsanto (pode consultar a respeito no Google também) e , se puder, assista ao documentário dele derivado (está programada uma apresentação no Cine Clube Socioambiental Crisantempo no dia 10 de junho de 2009, às 20 horas (www.cineclubesocioambiental.org.br), na Vila Madalena, em São Paulo. É de arrepiar.

Tenho dúvidas profundas (posso ter ou as empresas de biotecnologia também são contra opiniões pessoais ou a liberdade de expressão?) com respeito às vantagens dos transgênicos (já sei que matar a fome do mundo não vão!), mas uma certeza: a postura transgênica é uma aberração no campo das idéias. Pratiquemos a diversidade. Diga não às monoculturas da mente. Existe vida além do glifosato (ainda bem).

__________________________
* Wilson da Costa Bueno é jornalista, professor da UMESP e da USP, diretor da Comtexto Comunicação e Pesquisa. Editor de 4 sites temáticos e de 4 revistas digitais de comunicação. veja mais

Add comment Maio 18, 2009

Móveis de Papelão

Fazer móveis de papelão talvez seja o máximo da reciclagem. Segundo os criadores o material é bem resistente. Vale a pena conferir o vídeo.

1 comment Maio 13, 2009

Publicidade ecológica está na moda

Dois colegas brasileiros fundaram uma empresa que produz cabides ecológicos, sem a utilização de plástico, arame e outras substâncias que comprometem a natureza. Os “Cabides Ecológicos” são feitos de plástico e papel reciclado. Estes cabides estão sendo doados para as mais diversas lavanderias de São Paulo, e em troca eles ganham com publicidade inserida nestes cabides. Uma idéia que transforma o cabide em mídia com a promessa de gerar resultados positivos.
Idéias e soluções assim são sempre pertinentes e muito bem-vindas!

cabide

Add comment Maio 12, 2009

Sustentabilidade X clima

Acredito que várias pessoas estão se questionando como eu. O que está acontecendo com o nosso Brasil? No norte do país, não para de chover. No sul, não chove mais. Em São Paulo, ventos fortes arrancaram várias árvores da cidade, na tarde de ontem (5). Será que alguém tem explicações para tudo isso?
Será que os homens provocaram isso? Será o fim dos tempo?

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