Archive for Setembro, 2009
Sustentabilidade exige inovação e melhoria de gestão nas empresas
Cooperação entre empresas e universidades pode contribuir para salto de qualidade na educação e práticas sustentáveis
O desafio da sustentabilidade passa necessariamente pela inovação e melhoria da gestão. A afirmação é do presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Rodrigo da Rocha Loures, que, representando o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto, falou em setembro, durante o Global Fórum Business as Agent of World Benefit (BAWB).
De acordo com Rocha Loures, a inovação e gestão voltadas para sustentabilidade ocorrem a partir da cooperação entre o setor produtivo e as universidades. “Para isso, precisamos dar um salto de qualidade no ensino superior, com mudança de métodos e currículos”, destacou.
Anfitrião do evento, o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Pará (FiepA), José Conrado dos Santos, disse que é fundamental que as indústrias adotem cada vez mais práticas sustentáveis em processos produtivos. “O Mapa Estratégico da CNI destaca o desenvolvimento sustentável como seu principal objetivo”, lembrou Santos.
O diretor de Operações do Serviço Social da Indústria (Sesi Nacional), Carlos Henrique Fonseca, relembrou a criação do Global Fórum, em 2001, em consequência do atentado contra o World Trade Center, em Nova Iorque, com o objetivo de disseminar boas práticas de sustentabilidade. “Há 13 anos o Prêmio Sesi Qualidade no Trabalho identifica experiências empresariais que promovem o desenvolvimento sustentável”, destacou.
Fonte: Sistema Fiep
Add comment Setembro 28, 2009
Dia mundial sem carro levanta reflexão sobre uso de transportes alternativos
Em um esforço para reduzir as emissões de gás carbônico no trânsito, Porto Alegre e mais de 1500 cidades devem participar do Dia Mundial Sem Carro 2009, que ocorre nesta terça-feira, 22 de setembro. Celebrada pela primeira vez na França em 1997, a data é um momento para os cidadãos deixarem seus veículos em casa e refletirem sobre as mudanças climáticas e o impacto que sua forma de locomoção exerce sobre o meio ambiente e a saúde das pessoas. Segundo o Greenpeace, há em média um carro para cada seis brasileiros, o que representa cerca de 30 milhões de automóveis circulando no País gerando poluição e dificultando a mobilidade nas grandes cidades.
O dia torna-se também uma chance para a sociedade reavaliar o uso de conduções alternativas e pressionar os governos para que adotem políticas de incentivo ao uso do transporte público e de veículos não poluentes nos seus serviços. “As administrações municipais, estaduais e federais precisam dar o exemplo e abrirem espaço para as empresas que oferecem opções mais sustentáveis. E isso não apenas no segmento de transporte e tele-entregas, mas em todas as áreas nas quais os órgãos públicos contratam”, defende o empresário Kais Ismail, proprietário da Bike-Entrega. Ismail comenta que houve uma recomendação, ainda no primeiro semestre deste ano, da Câmara de Vereadores de Porto Alegre para o uso também de ciclistas nas entregas da Casa. Contudo, nenhuma ação concreta foi posta em prática. “É preciso que ocorra uma diversificação dos meios de locomoção utilizados para ajudar a reduzir os níveis de poluição do ar. Mas, se nem os governos tomam a iniciativa de procurar soluções que beneficiem o meio ambiente, como os cidadãos irão se mobilizar?”, questiona.
O empresário afirma que a cultura do automóvel é muito enraizada no Brasil e que mudar esse comportamento exige tempo e a permanente discussão sobre os efeitos que o crescimento descontrolado da frota de veículos automotores (como carros e motos) tem sobre a qualidade de vida. Para se ter uma ideia, conforme dados do Detran-RS, em 2008 havia 4.138.550 veículos habilitados no Estado. Dez anos atrás, esse número era de 2.783.209. Apenas em Porto Alegre, no ano passado, foram registrados 627.580 veículos, sendo deste total 464.666 carros e 66.724 motocicletas. “Faltam estudos por parte das esferas públicas sobre a quantidade de emissão de gás carbônico que os meios de transportes utilizados por elas lançam na atmosfera diariamente. O Dia Mundial Sem Carro é uma oportunidade para colocarmos esses temas em debate e cobrar que os governos façam um levantamento sobre o impacto que suas ações têm para a saúde da população”, acrescenta Ismail. Ele salienta ainda a necessidade de entidades como o Ibama fiscalizarem os órgãos públicos, para avaliar como estes estão trabalhando em prol da sustentabilidade.
Texto: http://www.sustentabilidade.blog.br
Add comment Setembro 25, 2009
Celular produzido a partir de plástico reciclado
Material reciclado de garrafas pet compõe 25% da estrutura externa do celular. No Brasil, a Motorola lançou o produto em parceria com a operadora de telefonia Claro e a rede de supermercados Wal-Mart.
Desde abril, a Motorola está comercializando no Brasil o primeiro celular mundial fabricado com matéria prima que inclui material reciclado. O novo modelo MOTO W233 tem 25% da estrutura externa feita de material reciclado a partir de garrafas pet. Além disso, possui o certificado Carbonfree, documento emitido pela Carbonfound.Org, líder mundial em projetos de compensações de carbono. O selo garante que o produto compensa as emissões de carbono no seu processo de fabricação, distribuição e uso com investimentos em projetos de preservação ambiental.
“Estamos orgulhosos em poder oferecer aos nossos clientes a oportunidade de estar integrado com o meio ambiente, por meio de um aparelho voltado totalmente para a consciência ecológica, desde a utilização de plástico reciclado no seu design até a embalagem. Vale reforçar a parceria com a Carbonfund.org, que ajudará o mundo a respirar melhor com a compensação de dióxido de carbono”, destaca Sérgio Buniac, vice-presidente de Produtos Móveis da Motorola Brasil.
Segundo Buniac, “no Brasil, os recursos arrecadados pela Carbonfound.Org a partir da parceria com a Matorala, serão destinados para um programa de tratamento de água, localizado em Vargem Bonita, no Estado de Santa Catarina. O programa prevê a coleta do gás metano durante o tratamento de efluentes, evitando que o mesmo seja jogado no meio ambiente.”
Para Helio Mattar, diretor presidente do Instituto Akatu, a inovação da Motorola reforça e enriquece a busca de soluções para o desenvolvimento sustentável pelas empresas, pois “com o uso de material reciclado no processo de produção, evita-se a extração de novos recursos naturais”.
Entretanto, Mattar lembra que o consumidor tem um papel importante e também pode contribuir nesse processo. “Por um lado, ele precisa se questionar se realmente precisa comprar um novo aparelho. Se concluir que sim, é fundamental que o consumidor dê a destinação correta ao aparelho anterior. Por outro lado, ao decidir comprar um novo aparelho, é importante priorizar os produtos de empresas que tenham uma atuação consistente e contínua na área socioambiental, valorizando assim, o esforço destas na construção da sustentabilidade.”
Segundo a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) são vendidos mais de 1 milhão de celulares todos os meses no Brasil e são descartados mais de 40 milhões de baterias todos os anos. Atualmente, o descarte de baterias de celulares constitui uma das maiores ameaças ao meio ambiente, pois, eles possuem entre seus componentes, metais pesados como mercúrio, cádmio e chumbo, que, quando não são adequadamente descartados, podem contaminar o solo e causam danos à saúde humana.
Parcerias
No Brasil, a Motorola lançou o produto em parceria com a operadora de telefonia Claro e a rede de supermercados Wal-Mart (parceira estratégica do Akatu).
Wal-Mart e Motorola também se uniram para implementar a coleta de baterias, pilhas e celulares na rede de hipermercados. “Serão instaladas, urnas específicas para este tipo de coleta inicialmente em 14 lojas da rede em São Paulo. Nas urnas os clientes poderão depositar as baterias esgotadas”, explica Paulo Polesi, vice-presidente de proteção de ativos do Wal-Mart Brasil.
O lançamento do MOTO W233 faz parte da Ecomoto, programa global da empresa que busca reduzir os impactos ambientais decorrentes de seus processos, produtos e serviços.
Fonte: Instituto Akatu- Central de Notícias

Add comment Setembro 20, 2009
Anéis com vida
Uma novidade lançada por um artista plástico da Islândia promete conquistar a preferência das pessoas preocupadas com o meio-ambiente: a linha “Growing Jewlery”, ou “Acessórios que Crescem”, em tradução livre.
Segundo o criador Hafsteinn Juliusson, a jóia é unissex e muito fashion, além de ecologicamente correta. “Nos dias de hoje, em que vivemos em espaços cada vez mais reduzidos, as jóias são uma excelente opção para preservar as plantas”, alega.
Assim como qualquer vaso, as plantas precisam ser regadas diariamente. O ideal é molhá-las com spray. “Nada melhor para ficar sempre próximo à natureza do que a Jóia que Cresce”, diz Juliusson.


Fonte: http://www.abril.com.br/noticia/comportamento/no_298367.shtml
Add comment Setembro 4, 2009
Carioca vende bicicletas biodegradáveis de bambu na Dinamarca
As bicicletas já são um meio de transporte ecológico, porque não gastam combustível nem poluem. Imagine se forem descartáveis. O desenhista industrial carioca Flavio Deslandes vende biclicletas biodegradáveis, com com armação de bambus, na Dinamarca. Ele desenvolveu o produto numa parceria com uma empresa de bicicletas de lá, a BioMega. O plano e fazer 100 unidades este ano. Vinte já foram vendidas para os ciclistas dinamarqueses. As bicicletas, que tem hastes de bambu no lugar dos tubos de alumínio convencionais, são feitas artesanalmente. Custam a partir de 3800 euros.
Flavio começou a pesquisar os bambus em 1995, quando estudava na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Pedalando pelas ciclovias da Lagoa Rodrigo de Freitas e das praias do Rio, ele teve a ideia de adaptar os bambus e fazer uma bicicleta com quadro biodegradável. Desde então, foram anos de pesquisa para descobrir as melhores técnicas para cortar e tratar os bambus. Além de como adapta-lo às necessidades da estrutura da bicicleta. Fiel às origens, Flavio usa nas bicicletas dinamarquesas bambus que manda trazer do interior do Rio.
“Usar os bambus para montar uma bicicleta é mais difícil do que fazer uma cadeira ou mesa”, diz Flavio. “O quadro da bicicleta é submetido a vários esforços e pressões enquanto se pedala.” Ele precisa agüentar os trancos na rua, o peso do ciclista e a trepidação do terreno irregular. Isso também é uma vantagem do bambu, segundo Flavio. “O bambu tem características próprias, diferentes do metal ou carbono usado nas bicicletas”, diz. “Ele combina flexibilidade e rigidez. Com isso, a bicicleta oferece mais conforto. Se você souber montar da forma adequada, uma bicicleta com estrutura de bambu funciona como um sistema de amortecedor, que absorve as vibrações do terreno. Isso é natural do material. Tanto que a vara de pescar de bambu é mais flexível do que a de fibra de carbono”, afirma.
O desafio é como lidar com a deterioração do material. A bicicleta fica do lado de fora, exposta à chuva e ao sol. Flavio diz que a durabilidade da bicicleta de bambu é a mesma que uma de alumínio ou carbono, por conta dos produtos químicos que ele usa para tratar o material natural.
“No entanto, se um cliente quiser o bambu sem tratamento, por que é mais ecológico, então ela vai durar menos ou requerer uma manutencão mais constante”, diz. Pode parecer difícil convencer muita gente a gastar alguns milhares de euros para comprar uma bicicleta que, mesmo bem cuidada, não dura mais do que dez anos. Para Flavio, esse é

justamente parte do charme do produto. Flavio prefere não usar tratamentos químicos pesados, que poderiam prolongar a vida do bambu. Mas que significariam, para ele, um caminho no sentido de um material mais artificial. “A ideia é o oposto”, diz. “Faz parte da história saber que o bambu vai se decompor. O bambu é biodegradavel. A tendência é ele se desmanchar na natureza. Isso pode ser positivo para o meio ambiente. Se você enterrar aquilo, depois de alguns meses, virou poeira.” É uma extensão da filosofia de baixo impacto ambiental que o transporte ciclístico já tem.
Agora, a pesquisa de Flavio é para projetar uma bicicleta com toda a estrutura de bambu. Hoje, ele ainda usa metal nas juntas. Seu plano é substituir por materiais orgânicos biodegradáveis. Aí, depois de algum tempo, bastaria mesmo apenas descartar a armação da bicicleta, como fazemos com casca de frutas. E transferir as peças metálicas, como a roda e as marchas, para outra estrutura também perecível.
(Alexandre Mansur)
Add comment Setembro 3, 2009
Alemães estocam lâmpadas incandescentes antes de proibição
Os alemães, que normalmente se veem como guardiões do meio ambiente, estão estocando lâmpadas incandescentes de alto consumo de energia antes da proibição do produto em toda a União Europeia, afirmou a agência de pesquisa de mercado GfK.
A GfK registrou aumento de cerca de 35 por cento nas vendas de lâmpadas incandescentes na primeira metade do ano. Na terça-feira, tem início o processo de proibição da fabricação e da importação de lâmpadas de mais de 75 watts, proposta em 2007 pelo ministro alemão do Meio Ambiente, Sigmar Gabriel.
Alguns varejistas alemães dizem ter visto um aumento de 600 por cento nas vendas de lâmpadas de mais de 100 watts desde o final de julho.
A União Europeia planeja acabar com o uso dessas lâmpadas como parte dos planos para poupar energia, cortar os gases estufa e combater a mudança climática.
A proibição da fabricação e da importação será ampliada a cada ano, e se tornará total até 2012.
A Comissão Europeia prevê que a medida poupará cerca de 40 terawatts de energia por ano no bloco — o suficiente para atender às demandas de energia de um país pequeno.
Segundo a Alemanha, a troca para lâmpadas econômicas pode evitar a emissão de cerca de 25 milhões de toneladas de dióxido de carbono por ano.
Fonte: Jornal de Maringá
Add comment Setembro 1, 2009